segunda-feira, dezembro 21, 2015

Eliminação global de subsídios às exportações é conquista para o agronegócio brasileiro

Na avaliação da ministra Kátia Abreu, decisão tornará competição mundial menos distorcida.


O resultado da Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Nairobi (Quênia), é extremamente positivo para o agronegócio brasileiro. As negociações resultaram na eliminação imediata dos subsídios a exportações dos países desenvolvidos e extinção gradual para nações em desenvolvimento, até o fim desta década. “Ótima conquista para nosso agronegócio. Condições de competição internacional menos distorcidas para nossos produtos”, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu.

O acordo representa um avanço no processo de reformas das regras que regem o sistema multilateral de comércio e “foi uma vitória da OMC”, segundo integrantes da equipe brasileira. Isso porque prevaleceu o argumento dos que acreditam no sistema multilateral de comércio, e, sobretudo, para o agronegócio brasileiro.

A Conferência da OMC garante competição internacional dos produtos brasileiros em condições mais justas e equitativas.

O Itamaraty e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estiveram à frente das negociações, conduzidas pelo embaixador do Brasil na OMC, Marcos Galvão. O Mapa e o Itamaraty continuarão trabalhando para fortalecer os pilares de negociação da OMC, sobretudo para a futura eliminação e reforma dos subsídios domésticos.

quarta-feira, novembro 25, 2015

Argentina pode ter aumento radical na produção de grãos após vitória da oposição

Estimativa é que exportação de trigo poderá dobrar ao fim do mandato do novo presidente e que embarques de milho também tenham forte crescimento.

FOTO REUTERS

BUENOS AIRES - Ao final do mandato de quatro anos do presidente eleito Mauricio Macri, a Argentina deverá ter dobrado as exportações de trigo e ampliado fortemente seus embarques de milho, segundo algumas estimativas, conforme o prometido abandono de restrições ao comércio vigentes há anos abrirá as portas para todo o potencial do cinturão agrícola nos Pampas do país.

O líder de oposição Macri venceu o candidato governista Daniel Scioli na eleição de domingo, efetivamente encerrando uma briga de oito anos entre fazendeiros e a presidente Cristina Kirchner, que minava a produção e que apertou o cerco contra embarques de grãos em uma tentativa de segurar a inflação de dois dígitos.

Macri, que venceu com o apoio do lobby de fazendeiros e com uma plataforma de amplo apoio ao livre mercado, prometeu eliminar taxas de exportação de milho e trigo, e abrir o sistema de cotas que controla os embarques internacionais dos dois produtos. Ele também quer uma taxa de câmbio mais competitiva.

O milho deve ter o mais rápido crescimento na área plantada devido a uma previsão de maior lucratividade sob as políticas de Macri, disse o agrônomo Pablo Adreano, que tem analisado o setor de grãos da Argentina por mais de três décadas.

Ele projeta que os produtores vão ampliar a área plantada de 3 milhões de hectares para 4 milhões de hectares no ano safra de 2016/2017. As exportações de milho da Argentina poderiam crescer em 44 por cento nos próximos três anos para 23 milhões de toneladas.

Já as exportações de trigo poderiam subir de 4,3 milhões de toneladas neste temporada para 11 milhões de toneladas em 2018/2019, o que seria equivalente a cerca de 6,8 por cento do comércio global de trigo, disse Adreani.

Mesmo os embarques de soja e seus derivados poderiam subir de 45 milhões de toneladas para 52 milhões de toneladas em 2018/2019, ele disse.

(Por Hugh Bronstein)

FONTE: Reuters 23/11/2015 - 09h54 | Atualizado em 23/11/2015 - 10h27

segunda-feira, novembro 23, 2015

Importação de soja do Brasil pela China cresce quase 50% em outubro

Oferta de soja do Brasil está menor; país já escoou maior parte da safra.
China é o maior importador global, enquanto Brasil é o maior exportador.
As importações de soja brasileira pela China cresceram 47,2% em outubro ante o mesmo mês de 2014, para 3,88 milhões de toneladas, mas recuaram ante o volume de setembro, segundo dados recentes da alfândega chinesa.
Em setembro, as importações chinesas do produto brasileiro tinham somado 5,1 milhões de toneladas. A disponibilidade de soja do Brasil está menor, após o país já ter escoado a maior parte de sua safra recorde.
No acumulado do ano até outubro, as importações de soja do Brasil pelos chineses aumentaram 18%, para 36,9 milhões de toneladas.
Foto: Reprodução/TV Mirante

A China é o maior importador global de soja, enquanto o Brasil é o maior exportador da oleaginosa.
Os embarques da Argentina também avançaram em outubro na comparação anual, para 919 mil toneladas, alta de cerca de 30%.
A desvalorização do real e do peso argentino ante o dólar tem melhorado a competitividade dos grãos da América do Sul no mercado internacional, especialmente ante o produto dos Estados Unidos.
As importações de soja dos EUA, que acabam de finalizar a colheita, tendem a avançar nos próximos meses, à medida que a oferta na América do Sul fica mais escassa.
Em outubro, as chegadas do grão norte-americano na China cresceram mais de 100%, para 512 mil toneladas, mas ainda ficaram em volumes relativamente baixos frente ao produto de outras origens.
As importações de soja pela China de todos os destinos somaram 5,5 milhões de toneladas em outubro (alta de 34,8%), enquanto no acumulado do ano avançaram 14,6%, para 65,2 milhões de toneladas.

FONTE: REUTERS 23/11/2015 13h35 - Atualizado em 23/11/2015 13h35

terça-feira, novembro 17, 2015

Abag projeta crescimento de 80% no agronegócio brasileiro

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, encerrou o Fórum “Protagonismo do Agronegócio Brasileiro”, nesta segunda-feira (16), em Porto Alegre, destacando a importância estratégica do agronegócio. “Buscamos manter a lógica de aliar competência com produtividade”, observou Carvalho, lembrando que o agronegócio brasileiro responde atualmente por 24% do PIB nacional, por 40% das exportações e por 30% dos empregos do país. Carvalho mirou no futuro e projetou mais crescimento em função da mudança do padrão de consumo e crescimento da população interna e mundial. “A produção de alimentos deve crescer 80% nos próximos anos. E o Brasil será o maior protagonismo global”, disse.
Outra concorrida participação no Fórum, realizado pela Abag, foi do sócio do Demarest Advogados, Renato Buranello, que apresentou o conceito atual do setor que se inicia pelo fornecimento de insumos, passa pela produção, processamento e armazenamento até chegar à distribuição. “Cerca de 65% do PIB do agro está fora da porteira. O grande desafio do setor é conseguir agregar mais valor a produção”, destacou.
Para isso é necessário maior investimento e, por consequência, novas fontes de financiamento. “Já temos os instrumentos e agora é preciso aperfeiçoá-los”, concluiu ao defender a emissão direta de títulos para os mercados de capitais para que seja mantida a relação direta com os investidores. “O setor precisa de maior prazo, menor custo e maior previsibilidade”, insistiu o palestrante ao pedir melhor planejamento do Estado para o agronegócio.
No painel conduzido pelo analista da MB Associados, Sérgio Vale, o palestrante não foi nada otimista ao pontuar que a expectativa é de que o cenário de recessão no Brasil se prolongue pelos próximos anos se nada for mudado na política econômica do país.
Vale argumentou que a queda na atividade produtiva não tem relação com o agronegócio que vem crescendo de forma expressiva. “Para esse resultado se refletir na economia de uma forma geral, precisamos de reformas, caso contrário, no curto prazo, o grau de deteriorização vai acontecer em ritmo acelerado”, avaliou Vale, acrescentando que só a longo prazo, após esse período de incertezas políticas, a perspectiva pode voltar a ser positiva.
FONTE: AMÉRICA ECONOMIA - http://goo.gl/fuLzle 

quarta-feira, novembro 11, 2015

Clima colabora e plantio de soja avança em MT

O retorno do clima mais úmido permitiu que o plantio da safra 2015/16 de soja em Mato Grosso evoluísse consideravelmente nos últimos dias, embora as previsões para esta semana sejam menos prósperas em termos de chuvas no Estado.
Levantamento divulgado pelo Instituto Mato­Grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicou que a semeadura avançou 23 pontos percentuais na semana encerrada na última quinta­feira, para 61% da área total prevista. O ritmo está ligeiramente atrasado em relação aos 66,9% do mesmo período do ano passado.
Os agricultores locais enfrentam problemas com o tempo seco desde meados de setembro, quando começou o período oficial de plantio em Mato Grosso. Entretanto, as precipitações aos poucos têm voltado ao Estado ­ e, ainda que essas chuvas sejam irregulares, têm contribuído para acelerar as atividades no campo.
Mas as previsões para os próximos dias sinalizam a tendência de tempo mais firme e chuvas apenas na forma de pancadas localizadas, de acordo com a Somar Meteorologia. "Dessa forma, o plantio da soja e das demais culturas de grãos deverá continuar sendo realizado com muita cautela, já que essas pancadas não são garantia de que venham a ocorrer chuvas sobre as áreas desejadas", afirma Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Somar, em boletim.
Por ora, o Imea permanece com uma projeção de colheita de 29,07 milhões de toneladas de soja na atual safra 2015/16, alta de 3,5% na comparação com a temporada passada. O Estado é o maior produtor de grãos do país.
Mas a consultoria FCStone já refez seus cálculos, com base na expectativa de que o déficit hídrico observado não apenas em Mato Grosso, mas também em Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo, possa reduzir a produtividade da oleaginosa nesta temporada.
A consultoria reduziu para 29,01 milhões sua estimativa para a colheita de soja mato­grossense, ante as 29,30 milhões apontadas no mês passado. Para a safra brasileira, a FCStone diminuiu a previsão de 101,08 milhões para 100,45 milhões de toneladas ­ ainda um recorde.
Os preços da saca de soja no mercado interno também continuam sustentados pela firmeza do dólar em relação ao real, que ajuda a compensar os baixos preços da commodity na bolsa de Chicago. O indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná acumula alta de 22% em um ano, sendo negociada atualmente na casa de R$ 76.

Fonte: http://www.valor.com.br/agro/4306564/clima-colabora-e-plantio-de-soja-avanca-em-mt

quarta-feira, outubro 28, 2015

Produtividade do milho pode crescer de 30% a 40% no país

Terceiro maior produtor e vice­líder nas exportações globais de milho, o Brasil tem potencial para elevar seu nível de produtividade em pelo menos 30% a 40% (duas a três toneladas por hectare), o que traria uma oferta adicional de 30 milhões a 45 milhões de toneladas. Seria como acrescentar à safra do país quase o mesmo volume colhido atualmente em Mato Grosso e no Paraná, os dois principais produtores nacionais do grão, e tudo isso nos mesmos 15 milhões de hectares que a cultura já ocupa, sugere estudo da consultoria McKinsey.

"Sempre falamos que o gargalo está lá na frente, em logística, mas não quer dizer que não tenhamos potencial a capturar no campo. Então, fomos verificar o tamanho da aspiração que podemos ter", disse ao Valor Nelson Russo Ferreira, sócio da McKinsey e líder de agribusiness da consultoria na América Latina.

De fato, o protagonismo do Brasil no mercado de milho destoa de seus índices de produtividade. A média do país é de 5,3 toneladas (88 sacas de 60 quilos) por hectare, praticamente a metade das pouco mais de 10,5 toneladas (175 sacas) dos EUA, que têm a seu favor vantagens de clima e solo que se refletem em custos menores. Com tamanha diferença nos volumes de milho saídos do campo aqui e lá, seria mesmo de se supor que temos muito a avançar ­ o desafio é saber quanto.

Tendo isso em vista, a McKinsey, em parceira com a também americana ConScience Analytics, desenvolveu uma ferramenta (já testada nos EUA e na Europa) capaz de mensurar de forma "granular" a produtividade que está no limbo em áreas agrícolas. No Brasil, Mato Grosso foi eleito o primeiro caso de estudo.

Segundo Lígia Azevedo, agrônoma e consultora da ConScience, um modelo matemático estima a produtividade com base em uma série de processos e informações iniciais. "A partir de uma análise geoespacial, usamos dados climáticos detalhados, além das características físicas e químicas do solo e da planta que se está modelando", explicou.

Ainda que seja necessário um salto na mecanização no uso de novas tecnologias transgênicas, investimentos em infraestrutura e oferta de financiamentos acessíveis aos agricultores, a McKinsey concluiu que seria "realista" a meta de Mato Grosso ganhar de 1,9 a 2,2 toneladas de milho por hectare na segunda safra (a safrinha) ­ a primeira safra do grão é inexpressiva no Estado. E no curto prazo. "Depende de quão duro isso for tentado, mas seria possível em três a cinco anos", previu Ryan McCullough, gerente da ferramenta na McKinsey. A produtividade esperada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2015/16 mato­grossense é de 5,9 toneladas, aquém das 6,06 toneladas da safra anterior em consequência da redução do uso de fertilizantes, que encareceram devido à disparada do dólar.

Mas os potenciais de aumento de produtividade variam muito mesmo em Mato Grosso. O estudo indicou oportunidades de elevação de uma a cinco toneladas por hectare no Estado, tendo mais a conquistar cidades no médionorte, como Nova Maringá, Porto dos Gaúchos e São José do Rio Claro. Municípios do noroeste onde ainda predominam pastagens, como Colniza e Aripuanã, também podem evoluir mas no longo prazo. Já no sudeste há localidades já próximas de seu potencial inato, como Alto Garças e Poxoréu, que têm menos de uma tonelada a ganhar, conforme a McKinsey.

Esses incrementos de produtividade provocariam um impacto financeiro significativo, de acordo com a consultoria, na medida em que trariam US$ 350 mil a mais de receita para uma propriedade de cerca de 1,5 mil hectares. "Haveria ainda um impacto ambiental [positivo] e uma melhoria da competitividade de custo do Brasil no mercado internacional, importante num cenário de preços mais baixos e maior concorrência com outros países", disse Ferreira.

A cadeia de insumos também se beneficiaria. Com mais milho sendo colhido, seria criado um mercado adicional de US$ 700 milhões para fabricantes e distribuidores de fertilizantes (especialmente para vendas de nitrogênio e fósforo) e de US$ 100 milhões para defensivos agrícolas. 

"Também os fornecedores de máquinas e de tecnologias de agricultura de precisão seriam mais demandados nesse cenário. E sabendo onde há mais oportunidades de avanço [na produtividade], melhora­se a estratégia de investimento", avalia o sócio da McKinsey, que tem a expectativa de ampliar essas análises para outras culturas e regiões do país.

FONTE: http://www.valor.com.br//agro/4289646/produtividade-do-milho-pode-crescer-de-30-40-no-pais-diz-consultoria

segunda-feira, outubro 12, 2015

Rebanho bovino cresceu 0,3% em 2014, para 212,3 milhões de cabeças

­ 08/10/2015 às 13h21 Rebanho bovino cresceu 0,3% em 2014, para 212,3 milhões de cabeças O rebanho bovino brasileiro registrou leve crescimento de 0,3% em 2014, somando 212,3 milhões de cabeças, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na “Pequisa Pecuária Municipal” elaborada anual pelo instituto.

"De modo geral, a pecuária, em 2014, registrou melhor desempenho do que em 2013, mesmo diante dos cenários nacional e internacional mais restritivos", afirmou o IBGE no texto da pesquisa.
De acordo com o instituto, cinco Estados do país concentravam no ano passado mais da metade do rebanho bovino nacional. Conforme o IBGE, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará tinham 54% das 212,3 milhões de cabeças. O Centro­Oeste é a região com maior número de bovinos, cerca de um terço da participação nacional.

Ainda segundo o IBGE, entre 2013 e 2014, houve crescimento do efetivo de bovinos no Norte (2,5%), Nordeste (1,4%) e Centro­Oeste (0,2%). Em contrapartida, as regiões Sudeste (­2,1) — impactada pela baixa em Minas Gerais e São Paulo — e Sul (­0,8%) tiveram perda do rebanho.

Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Ribas do Rio Preto (MS) são as cidades com os maiores efetivos bovinos do país.

Ainda de acordo com o IBGE, a produção de leite foi de 35,1 bilhões de litros em 2014, alta de 2,7% em relação ao ano anterior. Minas Gerais continuou com o título de maior produtor de leite: foram 9,37 bilhões de litros em 2014, o que representa 26,6% de toda a produção nacional.

A pesquisa ainda calculou o preço médio do produto, que foi de R$ 0,96 por litro, gerando um valor de produção de R$ 33,78 bilhões no ano passado. A produtividade média da produção de leite no país foi de 1.525 litros por vaca, crescimento de 2,2% na comparação com o ano anterior.

FONTE: http://www.valor.com.br/agro/4262824/rebanho-bovino-cresceu-03-em-2014-para-2123-milhoes-de-cabecas

terça-feira, outubro 06, 2015

Produção brasileira de soja deverá crescer para 97,8 milhões de ton

Produção brasileira de soja deverá crescer para 97,8 milhões de ton A produção de soja em grão do país deverá alcançar 97,8 milhões de toneladas no ciclo 2015/16, conforme as primeiras estimativas da Associação Brasileiras das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) para a safra que está em fase de plantio. Se confirmado, o volume será 3,2% superior ao da temporada 2014/15, calculado pela entidade em 94,8 milhões de toneladas, e representará um novo recorde histórico.

Segundo a Abiove, o total destinado a processamento recuará 100 mil toneladas em igual comparação, para 40 milhões de toneladas, e o volume exportado aumentará em 400 mil toneladas, para 52,8 milhões. Com isso, os estoques finais da matéria­prima foram projetados pela associação em 4,4 milhões de toneladas, ante 2,1 milhões em 2014/15.

Com a leve queda prevista para o processamento, a produção de farelo de soja foi projetada em 30,3 milhões de toneladas em 2015/16, também 100 mil a menos que no ciclo passado. O consumo doméstico do derivado deverá crescer 400 mil toneladas, para 15,5 milhões, e as exportações deverão ser 600 mil toneladas menores, da ordem de 14,8 milhões de toneladas.

No caso do óleo de soja, as projeções da Abiove indicaram a manutenção da produção em 7,95 milhões de toneladas e da demanda doméstica em 6,6 milhões de toneladas. Já as exportações deverão registrar leve queda, para 1,37 milhão de toneladas. 

Fonte: VALOR ECONÔMICO: http://www.valor.com.br/agro/4255988/producao-brasileira-de-soja-devera-crescer-para-978-milhoes-de-ton

quarta-feira, setembro 23, 2015

Produção de ração no Brasil crescerá 3,2% em 2015



A produção brasileira de ração animal deve somar de 67,1 milhões de toneladas em 2015, crescimento de 3,2%, conforme estimativa divulgada hoje pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindicações). Assim como no primeiro semestre, a demanda para a produção de carne de frango é o que puxará a produção de ração no país.

Responsável por quase 60% da produção de ração de país, a avicultura deve registrar aumento de 3,4% em sua demanda por rações neste ano. Conforme as projeções do sindicato, a produção de ração para aves totalizará 38,3 milhões de toneladas em 2015. No ano passado, foram produzidas 37 milhões de toneladas de ração para esse mercado.

Em nota, o vice­presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, destacou a forte demanda externa pela carne de frango brasileira. Os principais frigoríficos do país vêm sendo beneficiados pelo surto de gripe aviária que atingiu os EUA, principal concorrente do Brasil. Como diversos países proibiram as compras do produto americano, os brasileiros vem ganhando mais espaço no comércio de carne de frango.

Na suinocultura, a demanda por rações também deve crescer, conforme o Sindirações. O sindicato estima que a produção total de rações para suíno chegará a 15,4 milhões de toneladas, aumento de 1% na comparação com as 15,2 milhões de toneladas de 2014.

Na mesma base de comparação, a produção de ração para bovinos de corte e leite deve crescer 5,3%, para 8,5 milhões de toneladas, conforme as projeções do Sindirações. Se esse aumento se confirmar, será uma recuperação. No primeiro semestre, a produção de rações para bovinos de corte e leite caiu 3,7%, totalizando 3,8 milhões de toneladas .

Fonte: Valor Econômico - http://goo.gl/ZtkRP1

terça-feira, setembro 01, 2015

Área plantada com transgênicos poderá aumentar 4% no país, prevê consultoria

As sementes transgênicas de soja, milho e algodão deverão ocupar 44,2 milhões de hectares na safra 2015/16, conforme estimativas divulgadas ontem pela Céleres. Se confirmada, a área será 3,9% superior a registrada no ciclo 2014/15 e cobrirá 90,7% do total a ser ocupado pelas três culturas na nova temporada, cuja semeadura terá início em meados de setembro. Nos casos de milho e algodão, as previsões da consultoria brasileira incluem as safras de verão e de inverno.



Conforme informações da Céleres, a entrada de novos eventos geneticamente modificados no mercado brasileiro influenciará o avanço, já o leque de opções dos produtores é cada vez maior. E, para as três culturas, a tendência é que os eventos com características combinadas (tolerância a herbicidas e a insetos, por exemplo) sejam cada vez mais acessadas.

Atualmente, já há 29 tecnologias transgênicas disponíveis no mercado de milho, 16 das quais com genes combinados. No segmento de algodão, são 12 tecnologias aprovadas para comercialização, quatro delas com genes combinados. Já a soja conta com seis tecnologias disponíveis, mas apenas uma capaz de levar a planta a desenvolver duas tolerâncias. 

FONTE: VALOR ECONÔMICO - http://www.valor.com.br/agro/4196012/area-plantada-com-transgenicos-podera-aumentar-4-no-pais-preve-consultoria

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