sexta-feira, abril 24, 2015

Brasileira cria app que poupa água e ganha bolsa em universidade na Nasa

Flávia Mantovani
Do G1, em São Paulo
Mariana Vasconcelos, de 23 anos, criadora do Agrosmart (Foto: Divulgação/Agrosmart)Mariana Vasconcelos, de 23 anos, criadora do Agrosmart (Foto: Divulgação/Agrosmart)

Um aplicativo que conecta o agricultor à sua plantação, reduzindo o consumo de água na irrigação, rendeu a uma brasileira de 23 anos uma bolsa para estudar em uma universidade na Califórnia ligada à Nasa (a agência espacial americana).
A administradora Mariana Vasconcelos, que mora em Itajubá (MG), foi selecionada entre mais de 500 pessoas para representar o Brasil como bolsista na Singularity University. A instituição, que funciona em um centro de pesquisa da Nasa no Vale do Silício, na Califórnia, selecionou empreendedores de 19 países para seu programa de imersão “Call to Innovation”.
Criada na fazenda do pai, Mariana desenvolveu em 2014 o Agrosmart, um aplicativo que promete tornar as plantações “mais inteligentes”.
A tecnologia utiliza sensores espalhados pelo campo, que avaliam a umidade do solo e a presença de pragas, entre outros parâmetros. Esses dados são interpretados pelo aplicativo, que indica ao agricultor os intervalos de irrigação e outras variáveis em tempo real.
Segundo Mariana, a tecnologia proporciona uma economia de água de até 60%. “A gente entende exatamente a necessidade hídrica da planta e calcula todo dia quanto deve irrigar. Às vezes, por desconhecimento, o agricultor utiliza uma quantidade de água muito acima do necessário”, explica.
No Brasil, cerca de 70% da água é utilizada na agricultura, segunda a Agência Nacional de Águas (ANA).
Economia de energia
Mariana com os sócios Raphael Pizzi e Thales Nicoleti (Foto: Divulgação/Agrosmart)Mariana com os sócios Raphael Pizzi e Thales Nicoleti (Foto: Divulgação/Agrosmart)
Mariana afirma que, além da economia de água, o app também gera economia de energia elétrica e aumento da produtividade. Diz ainda que seu uso é simples. “Queria algo que falasse a linguagem do agricultor. Tenho contato constante com eles, sei de suas dificuldades diárias”, afirma ela, que tem mais três sócios no empreendimento e outros cinco funcionários. 
Por enquanto, o Agrosmart está sendo usado em duas fazendas de Minas Gerais, como teste. Em maio deve começar sua comercialização, afirma Mariana. Sua meta é atingir outras dez fazendas até julho e 35 até o fim do ano.
Mariana vai para os EUA em junho. A bolsa custeia suas despesas com passagem, hospedagem e alimentação. Na volta, ela terá direito a fazer um MBA na faculdade de tecnologia Fiap, que representa o programa da Singularity no Brasil.

segunda-feira, abril 13, 2015

VALOR DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA É DE R$ 481,6 BILHÕES EM 2015

As lavouras tiveram valor de R$ 295,3 bilhões e a pecuária, R$ 186,2 bilhões


Mesmo com preços agrícolas menores para diversos produtos em relação a 2014, a perspectiva de produção de grãos da ordem de 200 milhões de toneladas de grãos, coloca o Valor Bruto da Produção (VBP) no maior nível desde 1990, de R$ 481,6 bilhões. Na pecuária, o VBP foi de R$ 186,2 bilhões, crescimento de 4,4%, e nas lavouras, o valor foi de R$ 295,3 bilhões, queda de 2,3%, se comparado ao ano passado. As lavouras representam 61,3% do VBP e a pecuária, 38,7%.
Entre os produtos da lavoura com melhor desempenho estão a mamona, com aumento de 106,9%; pimenta-do-reino, 31%; cebola, 23,6%; trigo, 6,7%; feijão, 3,1%; café, 2,6% e soja, 2,4%. Na pecuária, os destaques são para a carne bovina, com aumento de 11,2% no VBP, seguida pela carne suína (3,3), ovos (2,4%) e frango (1,4%).
Os resultados por região continuam mostrando liderança do Sul, com VBP de R$ 138,5 bilhões, seguido pelo Sudeste, R$ 128,3 e Centro-Oeste, R$123,6 bilhões. Por último estão o Nordeste, com R$ 49,3 bilhões e Norte, com R$ 26,9 bilhões. Entre os estados, os destaques são Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Pará e Tocantins. Os dados são da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Fonte: Ascom
http://revistadinheirorural.terra.com.br/noticia/agroeconomia/valor-da-producao-agropecuaria-e-de-r-4816-bilhoes-em-2015

quarta-feira, abril 08, 2015

Estímulo de peso para práticas sustentáveis

A Syngenta informou que alcançou um universo de 15,3 milhões de pequenos produtores rurais, sobretudo da Ásia, no primeiro ano de implementação do "The Good Growth Plan", iniciativa global de fomento à produção sustentável de alimentos lançada em 2013 pela multinacional suíça. Seis compromissos foram estipulados nesse sentido, com metas a serem atingidas até 2020.

Segundo a companhia, 800 mil hectares de solo cultivável, mas à beira da degradação, foram beneficiados globalmente nas propriedades desses produtores graças a um incremento na fertilidade (a meta total para 2020 é chegar a 10 milhões de hectares) e outros 700 mil hectares de paisagens agrícolas foram impactadas com a elevação da biodiversidade (de um total de 5 milhões a ser atingido).

Além das melhorias nas áreas rurais e nos modos de produção, o programa prevê, ainda, condições justas de trabalho na cadeia produtiva e a capacitação de trabalhadores rurais 4,7 milhões de pessoas receberam treinamento de segurança no ano passado.

"A atualização do plano certifica o progresso realizado no primeiro ano do 'The Good Growth Plan'. Ele também mostra que há muito a fazer se quisermos alcançar as metas desafiadoras que nos propusemos para 2020. Mas devemos ser encorajados pelo fato de que agora temos a capacidade de medir, monitorar e gerenciar melhorias na
produtividade da terra e de eficiência dos insumos. Isso melhora muito a nossa capacidade de ter um impacto profundo e positivo para os agricultores e comunidades rurais", afirma, em nota, Mike Mack, CEO da Syngenta,

Conforme a nota, a escala e o rigor dos dados recolhidos pela Syngenta auditados e validados por empresas independentes sobre produtividade da terra, eficiência de fertilizantes, pesticidas, água e energia na produção agrícola reforçarão a base de informações e análises já disponíveis para o setor.

No Brasil, a múlti trabalha em parceria com a The Nature Conservancy (TNC) em um programa de regularização ambiental dos produtores rurais da região do Alto Teles Pires, em Mato Grosso. A parceria já mapeou em quatro anos cerca de 7 milhões de hectares de nove municípios no Estado o
equivalente a 8.100 fazendas e identificou 38 mil hectares degradados de Áreas de Preservação Permanente (APP), como as matas às margens dos rios.

Fonte: VALOR ECONÔMICO - http://www.valor.com.br/agro/3965822/estimulo-de-peso-para-praticas-sustentaveis

quarta-feira, março 18, 2015

MILHO/CEPEA: Com comercialização pontual, valores se sustentam

O plantio da segunda safra de milho avança para o final, mas as negociações do grão seguem pontuais, com produtores mais atentos à comercialização da soja. Nos últimos dias, porém, devido às chuvas e à forte valorização do dólar, as negociações da soja no mercado spot também estiveram lentas. Com produtores retraídos e consumidores de milho precisando reabastecer estoques, os preços do grão se mantêm firmes. De acordo com colaboradores do Cepea, muitas indústrias ainda encontram dificuldades para receber o milho de outros estados em razão da baixa disponibilidade de caminhões, que se encontram empenhados no escoamento da soja. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), fechou a R$ 29,56/sc na terça-feira, leve queda de 0,2%. No mês, porém, a alta é de 2,07%. Se considerados os negócios também em Campinas, mas cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$ 29,98/sc, queda de 0,6% em sete dias, mas avanço de 1,83% na parcial de março. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

terça-feira, março 10, 2015

4 dicas sobre a alface: do plantio ao consumo

Saiba como preparar as mudas em bandeja, evitar que as folhas queimem no roçado e, ainda, como escolher e conservar a hortaliça

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Saiba como plantar, cuidar, escolher e conservar a alface (Foto: Marina Salles/ Ed. Globo)

Fonte de sais mineirais, principalmente de cálcio e vitamina A, a alface tem baixíssimo valor calórico. Cada 100 gramas da hortaliça não apresentam mais do que 9 calorias. Além disso, ajuda a regular o funcionamento do intestino, dada a boa quantidade de fibras que possui. Abaixo, você confere quatro dicas especiais sobre como preparar as mudas em bandeja, evitar que as folhas queimem no roçado e sobre como escolher e conservar a hortaliça:
1) Mudas de alface. O cultivo da alface geralmente é feito com o uso de mudas para transplante posterior. Preparadas com substratos comerciais em bandejas, obtêm melhor rendimento do que suas sementes; tanto quanto a uniformização das mudas, controle fitossanitário e dano às raízes no momento do transplante. Segundo Warley Marcos Nascimento, pesquisador e chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Hortaliças, as bandejas mais recomendadas são as de plástico com 200 a 288 células, embora atualmente vários produtores utilizem unidades que chegam a 400 células. Com o objetivo de suprir a função do solo – fornecendo à planta sustentação, nutrientes, água e oxigênio – "os substratos podem ter diversas origens, como animal (esterco e húmus), vegetal (tortas, bagaços, xaxim, serragem e fibra de coco), mineral (vermiculita, perlita e areia) e artificial (espuma fenólica e isopor)", afirma o consultor. Warley também diz que às vezes, é necessária uma suplementação de nutrientes, como adição de fertilizantes durante a formulação do substrato, ou irrigações/pulverizações realizadas com solução nutritiva durante o desenvolvimento das mudas. "Recomenda-se cobrir as sementes com 0,5 a 1 centímetro de solo ou substrato e, após a semeadura, colocar as bandejas em local com temperaturas amenas (20ºC)", completa. Outro fator importante é o manejo adequado de água, que pode ser irrigada por nebulização, microaspersão e subirrigação. Independente do sistema adotado, a água deve ser de boa qualidade e fornecida na quantidade e no tempo certo. As mudas costumam estar prontas para transplante dentro de 20 a 25 dias.

2) Hortaliças queimadas. De acordo com Carlos Alberto Lopes, fitopatologista da Embrapa Hortaliças, a necrose ou “queima” das pontas das folhas de alface é normalmente provocada pela deficiência de cálcio. Já o apodrecimento das folhas mais velhas, em contato com o solo, pode ocorrer devido ao ataque do fungo de solo Rhizoctonia solani. No entanto, para resolver esse problema, é necessário que o diagnóstico seja preciso. O consultor recomenda a checagem no livro “Doenças da Alface”, publicado pela Embrapa Hortaliças, que auxilia na identificação das enfermidades e oferece alternativas de controle para cada uma delas. De qualquer maneira, é importante que a horta seja localizada em lugar bem ventilado e que se faça uma análise de solo, para ver a necessidade de complementação com fertilizantes. Normalmente, o uso de esterco bem curtido supre a necessidade do alface por nutrientes elementares.

3) Como escolher a alface no mercado. Quando o intuito é comprar o pé de alface, as folhas devem estar firmes, brilhantes e sem áreas escuras. Agora, se você vai comprar a alface picada ou embalada, vale redobrar a atenção. Nesses casos, é fundamental que o produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas. Evite comprá-lo quando as folhas estiverem murchas, amarelecidas ou com pontos escuros.
4) Aprenda a conservar a alface. Chegando em casa, o mais indicado é colocá-la na geladeira. De preferência na parte inferior, onde a temperatura é mais amena. Na geladeira, deve ser mantida em saco plástico e ter as folhas retiradas de acordo com a necessidade de consumo. Recomenda-se que o consumo seja feito em no máximo três ou quatro dias. Quando picada, deve ser mantida na embalagem original ou em vasilha de plástico tampada, por um período de dois a três dias.  A alface não tolera o congelamento. 

segunda-feira, março 02, 2015

Quais são as regras básicas a serem implementadas em uma fazenda que quer ser sustentável?

As atividades desenvolvidas em uma propriedade rural são muitas e complexas, mas basicamente, o produtor rural que deseja ter uma fazenda sustentável deve seguir as seguintes regras:

* planejar estrategicamente o desenvolvimento da propriedade;

* conhecer todos os requisitos legais do negócio;

* ter uma postura proativa em relação à gestão dos aspectos trabalhistas e ambientais;

* oferecer treinamento e capacitação da mão de obra da propriedade;

*fornecer aos colaboradores condições de trabalho de acordo com a legislação vigente;

* preocupar-se com o bem estar das pessoas que vivem na propriedade;

* utilizar tecnologias e soluções inovadoras;

* reduzir o consumo de recursos como matéria-prima, energia e água;

* instalar sistemas que possibilitem a reutilização de produtos e uso de materiais alternativos;

* utilizar produtos que causem menor impacto ao meio ambiente e adotar boas práticas agrícolas de produção.

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Escarola é uma boa opção para aumentar a renda de agricultores interessados em diversificar o plantio



Fonte de vitaminas A, C e D, do complexo B e minerais, a escarola também tem como vantagem ser uma hortaliça de baixo teor calórico (Foto: Arquivo IAC)

Conhecida tanto como escarola quanto chicória, dependendo da região onde é comercializada, a hortaliça folhosa, ainda pouco frequente nas mesas dos brasileiros, tem aqui um mercado em potencial para escoar a produção. Sem exigir muito do agricultor, o plantio de escarola (Cichorium endivia L.) apresenta-se como uma atividade lucrativa se bem explorados os canais de venda.
Seja em salada, cozida ou no preparo de outras receitas culinárias ou como ingrediente de recheio de pizza, a escarola é apreciada pelo sabor marcante das folhas de cor verde-intenso. Lisas (variedade endívia) ou crespas, para assegurar as vendas, sobretudo entre julho e outubro, quando os preços são menores, precisam se apresentar com um aspecto de frescas, firmes, brilhantes e sem áreas escuras.
Fonte de vitaminas A, C e D, do complexo B e minerais, em especial o potássio, a escarola também tem como vantagem ser uma hortaliça de baixo teor calórico. Por isso, sempre faz parte dos componentes da lista de dietas cuja finalidade é a diminuição de peso.
Por conter muita celulose, é recomendada para quem tem problemas intestinais, além de ser dotada de propriedades que limpam o fígado, estimulam o baço e reduzem problemas de visão em geral. Ainda fortalece os ossos, dentes e cabelos e ativa a função biliar, quando diminui a secreção.
Pertencente à família Asteracea, a mesma de alface, alcachofra e almeirão, a escarola é originária da Índia. Aqui tem produção o ano inteiro, destacadamente nas regiões Sul e Sudeste do país, e com os maiores volumes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
Bem conduzido, o plantio de escarola chega a registrar produtividade de 10 a 15 toneladas por hectare, enquanto o peso médio da hortaliça pode variar de 800 a 900 gramas. A escarola se desenvolve bem em canteiros de horta, adubados com esterco de curral ou de galinha, que precisam ser irrigados quando há escassez de chuva. Durante 15 dias, no entanto, evite molhar as folhas da escarola, para que o centro da planta não fique úmido.
Para o controle de pragas e doenças, como lagartas, pulgão e cigarrinha, é indicado o uso de defensivos agrícolas. Contudo, esse procedimento deve ser adotado somente sob orientação de um profissional ou técnico habilitado.
Mãos à obra
>>>Início As sementes para o plantio de escarola podem ser adquiridas em garden centers e em lojas de produtos agrícolas. Existem cultivares de folhas crespas (frisan, crespa de ruffe, crespa de rouen e green curled) e de folhas lisas (redonda verde de coração cheio, full heart, florida deep heart, malan, amazonas gigante, lisa batavia,full heart batavian, maral, mariana gigante e valdena). 
>>> Propagação É realizada por meio de sementes, sendo o sistema de produção o mesmo adotado para o plantio de alface. Distribua de 1 quilo a 1,4 quilo de sementes a cada hectare.
>>> Ambiente Temperatura amena a quente, principalmente na faixa de 15 ºC a 25 ºC, é a mais indicada para o desenvolvimento da escarola. No entanto, existem variedades selecionadas que têm bom cultivo nas regiões com diferentes condições climáticas que ocorrem aqui.
>>> Plantio Em solos bem drenados, férteis, ricos em matéria orgânica e com boa disponibilidade de água ao longo do ciclo da planta. Escolha o sistema de semeadura direta ou o de transplante, no qual a muda deve ser produzida em bandejas. De 30 a 35 dias após a germinação, pode ser feito o transplante para o local definitivo.
>>> Espaçamento De 30 x 30 x 40 centímetros em canteiros que podem ser de 1,2 x 0,30 metro e separados entre si por 50 centímetros. Faça o transplante a uma profundidade de 15 centímetros.
>>> Adubação Pelo menos dez dias antes do transplante, incorpore ao solo de 60 a 80 toneladas de esterco curtido de curral por hectare ou um quarto desse volume de esterco de galinha. De acordo com a análise de solo, misture ao adubo orgânico 40 quilos de N, 200 a 400 quilos de P2O5, 50 a 150 quilos de K2O e 1 quilo de B. Aplique ainda de 60 a 90 quilos de N por hectare em cobertura. No caso de semeadura direta, repita o processo aos 15, 30 e 45 dias após a emergência da planta. Se a opção for pelo transplante de mudas, reduza a frequência das aplicações para dez, 20 e 30 dias.
>>> Cuidados Irrigue o solo caso esteja em um período de pouca chuva. O controle de pragas e doenças, como cigarrinha, lagarta-minadora, pulgão e lagarta-da-folha, deve ser realizado com a pulverização de defensivos agrícolas. No entanto, use produtos químicos apenas sob orientação técnica de algum profissional do ramo. É comum a prática do branqueamento (estiolamento): amarre em tufo as folhas bem formadas, protegendo-as do sol.
>>> Produção Colha a folha inteira após 80 a 100 dias da semeadura. A cada hectare são obtidas de 10 a 15 toneladas da hortaliça. O peso médio da escarola por unidade varia de 800 a 900 gramas.
Raio-x
Solo: bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica
Clima: há variedades para as diferentes condições climáticas do país
Área mínima: canteiro de horta
Colheita: de 60 a 70 dias após a semeadura
Custo: R$ 1,30 é o preço da embalagem com 50 sementes e R$ 13,10 a lata de 50 gramas
*Caroline Pinheiro Reyes é analista da área de transferência de tecnologia da Embrapa Hortaliças, Rodovia Brasília-Anápolis, BR-060, Km 09, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília (DF), tel. (61) 3385-9025, cnph.sac@embrapa.br

POR JOÃO MATHIAS | CONSULTORA CAROLINE PINHEIRO REYES* - REVISTA GLOBO RURAL

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

CIA DA TERRA E CASA DA LAVOURA (Moraes e Bagaiolo)



Através de uma visão de mercado , identificação de sinergia e objetivos estratégicos , após muitas reuniões e estudos, temos o prazer de anunciar que no dia 10/02/2015 (terça-feira) , foi assinado entre as Empresas Cia da Terra e Casa da Lavoura (Moraes e Bagaiolo) o memorando de entendimentos e intenções para uma fusão de suas estruturas , tornando-se um dos maiores grupos de distribuição de insumos agrícolas do Triangulo Mineiro e Alto Paranaíba . 

Os trabalhos foram iniciados e por enquanto as empresas continuam trabalhando em seus formatos originais de área de atuação , portfólio e processos.
Em breve serão comunicados maiores detalhes deste importante acontecimento para as empresas, colaboradores e setor.
Na data de 13/02 (sexta/feira) as equipes foram comunicadas simultaneamente através de vídeo-conferência, com os colaboradores reunidos em São Joaquim da Barra e em Uberlândia , sedes das atuais estruturas.

terça-feira, fevereiro 10, 2015

COMO PLANTAR COUVE-FLOR

De alto valor nutricional e adaptada a diferentes climas, cresce em hortas caseiras sem necessidade de muitos gastos

POR JOÃO MATHIAS | CONSULTOR FRANCISCO VILELA RESENDE* - REVISTA GLOBO RURAL

Apesar do nome, nem todo mundo sabe que está comendo botões florais quando a couve-flor faz parte da refeição. Pois são eles, ainda não desenvolvidos, que formam a cabeça de aspecto delicado e tenro da hortaliça. A natureza segue seu curso, no entanto, se a couve-flor passar do ponto de colheita, permite que a inflorescência imatura sobre o caule curto comece a desabrochar.

Branca ou creme, a couve-flor de fato é um alimento de alto valor nutricional. Rica em cálcio, fósforo, ácido fólico e vitamina C, a hortaliça é macia e delicada. Livre de gordura e colesterol, com baixo teor de sódio e calorias, ela vai bem em saladas, gratinada, empanada, como recheio de tortas ou apenas cozida.

Para produção doméstica ou para quem tem interesse em atender a um pequeno comércio local, o plantio de couve-flor pode ser uma ótima opção. Seu cultivo é fácil, tem custo baixo e pode ser realizado em hortas caseiras. Basta seguir alguns cuidados básicos e um pouco de dedicação para colher bons resultados com a cultura.

A couve-flor teve sua origem no continente asiático e passou a ser difundida por toda a região europeia no século XVI. Os imigrantes italianos foram os responsáveis pela introdução da hortaliça por aqui, que iniciou-se pela região serrana do estado do Rio de Janeiro. A produção local, voltada para atender à corte do Brasil Imperial, era formada por variedades adaptadas ao frio e que deram origem aos primeiros cultivares nacionais, chamadas terezópolis gigante e terezopólis precoce. Até hoje elas fazem parte da horticultura nacional.


A hortaliça se desenvolve bem em solos argilosos e bem drenados


Antes plantada somente na época do outono e do inverno, atualmente existem cultivares de couve-flor adaptados às diferentes condições climáticas do país. Graças a programas de melhoramento, ao longo dos anos grupos de cultivares foram sendo adaptados aos meses com temperaturas altas.
A couve-flor, como o repolho, os brócolis e a couve, pertence à espécie Brassica oleracea, variedade botrytis. É bastante exigente em água e mesmo em períodos chuvosos deve contar com irrigações. Uma dica é manter o solo molhado até 30 centímetros de profundidade, medida que atinge o sistema radicular da hortaliça.

Também é importante realizar adubação com micronutrientes. A finalidade é evitar a deficiência de boro, que torna a couve-flor inadequada para o consumo, e de molbidênio, que impede a formação das cabeças.


RAIO X
>>> SOLO: argiloso, profundo e bem drenado
>>> CLIMA: há cultivares específicos para cada período do ano
>>> ÁREA MÍNIMA: 20 mil a 25 mil plantas por hectare é a quantidade ideal para produções economicamente viáveis
>>> COLHEITA: quando a cabeça atingir seu desenvolvimento máximo, com peso de 1 a 2 quilos
>>> CUSTO: o preço dos envelopes de 10 gramas varia de R$ 1,70 a R$ 2,50 e latas de 100 gramas de R$ 25 a R$ 30

MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO As sementes devem ser adquiridas em lojas de produtos agropecuários ou revendas especializadas. São vendidas em envelopes de 10 gramas ou latas de 100 gramas.
>>> CULTIVARES Há cultivares específicos para plantios em diferentes épocas do ano. “Precoces de verão” são resistentes ao calor, exigem temperaturas entre 20 e 25 graus célsius e têm ciclo em torno de 80 dias (cindy, karen, luna, sarah, sharon, shiromaru II, snow flake kobayashi, veneza, verona 184, verona 284 e piracicaba precoce). “Frio moderado” inclui os cultivares indicados para o plantio na transição entre estações, com colheita na meia estação, temperatura entre 15 ºC e 20 ºC e ciclo de 100 a 120 dias (híbridas barcelona e sharon). “Frio intenso” precisa de 5 ºC a 10 ºC para formar a cabeça e são consideradas tardias, com ciclo de 130 dias (bola de neve precoce, barcelona, first snow kobayashi, florença, júlia, silver star, silver streak plus, snow mystique, yuki, teresópolis gigante e teresópolis precoce).
>>> PROPAGAÇÃO Para a produção de mudas, faça a semeadura em bandejas de isopor com 128 células, de preferência em estufas. Como alternativa, podem ser utilizadas sementeiras em campo aberto ou copos de papel. De 25 a 30 dias após a semeadura, com 8, 9 ou 10 centímetros de comprimento e 3 a 4 folhas, as plantas estão prontas para o transplante para o local definitivo.
>>> PLANTIO A couve-flor se desenvolve bem em solo pesado e argiloso, porém profundo e bem drenado, e não tolera solos ácidos. Por isso é necessário aplicar calcário, de preferência o dolomitico. Use quantidade que eleve o pH para 6 a 6,5. A cultura é exigente em nitrogênio, potássio, cálcio e sódio. Boro e molbidênio são dois micronutrientes fundamentais para o sucesso do plantio. Nos plantios de verão, as cabeças devem ser protegidas do sol.
>>> ESPAÇAMENTO Varia de acordo com o tamanho da cabeça, mas o mais tradicional é o de 1 metro entre linhas e 0,50 metro entre plantas. Cultivares com cabeças pequenas são plantadas em espaçamento de 0,80 x 0,40 metro e as tardias, que produzem cabeças grandes, até de 1,20 x 1,70 metro. O número de plantas por hectare deve ser estabelecido entre 20 mil e 25 mil para produções economicamente viáveis.
>>> ADUBAÇÃO Recomenda-se de 400 a 500 quilos por hectare de fósforo (P2O5) e 150 a 200 de potássio (K20). Use 5 toneladas por hectare de esterco de aves ou 20 de esterco de bovino como adubo orgânico. Como complemento, adicione de 150 a 200 quilos por hectare de nitrogênio aos 20, 40 e 60 dias após o plantio.
>>> PRODUÇÃO A couve-flor deve ser colhida quando a cabeça atingir seu desenvolvimento máximo, por volta de 1 a 2 quilos de peso, e os botões florais estiverem ainda unidos firmemente. A produtividade varia de 15 a 25 toneladas por hectare. Em plantios mais tecnificados, pode ultrapassar 30 toneladas por hectare.

*Francisco Vilela Resende é pesquisador da Embrapa Hortaliças, Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças, Rodovia Brasília-Anápolis, BR-060, Km 09, Brasília, DF, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, tel. (61) 3385-9000, sac@cnph.embrapa.br
Onde comprar: lojas de produtos agropecuários e revendas especializadas vendem sementes de couve-flor
Mais informações: em instituições estaduais de assistência técnica, como a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) em São Paulo ou a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) em outros estados, e em universidades e escolas técnicas secundárias ligadas à área da agricultura

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Proteína do café tem efeito similar ao da morfina, diz pesquisa

Embrapa já solicitou patente no INPI.

Efeito da proteína ainda tem como fator positivo maior duração e poucos efeitos colaterais
(Foto: divulgação/Nestlé)

O pesquisador Felipe Vinecky descobriu, juntamente com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Universidade de Brasília (UNB), um fragmento de proteína do café que tem efeito similar ao da morfina.
Na pesquisa para sua tese de doutorado, Vinecky descobriu um peptídeo (compostos constituídos de aminoácidos e produzidos sinteticamente ou formados por hidrólise de proteína) com atividade analgésica a ansiolítica. O pedido de patente de sete peptídeos identificados no estudo foi encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) em 18 de agosto de 2014, sob o título "Peptídeos opióides". 
A descoberta surgiu por acaso: o pesquisador buscava uma molécula que melhorasse o desenvolvimento dos grãos de café. Ele e seu coordenador, Carlos Bloch, observaram que algumas substâncias continham fragmentos internos  com estruturas semelhantes à de sustâncias humanas como, por exemplo, a encefalina. Decidiram sintetizar substâncias com estrutura análoga para avaliar experimentalmente suas funções biológicas e efeitos fisiológicos em mamíferos.
Da mesma forma, um concentrado proteico presente no endosperma (maior parte da semente) do café foi submetido à digestão enzimática in vitro para simular o processo digestivo em humanos e, assim, deduzir como poderia ser o processo real de biodisponibilização e atividade final dessas moléculas dentro do organismo.
Após esse processo, testaram a substância em camundongos. Os pesquisadores comprovaram efeitos similares ao da morfina e ainda verificaram que proteína aumentava em até quatro horas a ação da molécula, além de não apresentar efeitos colaterais que merecessem registro.
Uso
Os peptídeos podem ser aproveitados nas indústrias alimentícia. As características funcionais similares a atividades ansiolíticas e de aumento da saciedade podem ser de interesse nutricional e animal, contribuindo para o manejo animal humanitário aplicável à pecuária de corte, especialmente para atenuar o estresse prévio ao abate.

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