terça-feira, janeiro 27, 2015

COMO O CALOR AFETA O DESENVOLVIMENTO DA ALFACE?

Altas temperaturas impossibilitam a hortaliça de fechar a cabeça, florescendo precocemente.


A informação é do consultor Fábio Suinaga, pesquisador da Embrapa Hortaliças e publicada na Revista Globo Rural.

A alface americana possui baixa tolerância ao calor, clima que se apresenta em forte intensidade na cidade mato-grossense de Juscimeira. A temperatura elevada impossibilita a hortaliça de fechar a cabeça, florescendo precocemente. O caule alongado também é outra característica da alface plantada em regiões muito quentes. O cultivo da folhosa é recomendado para locais com temperaturas amenas, sobretudo onde prevalece a faixa de 15ºC a 20ºC, embora haja no mercado variedades com capacidade para se desenvolver o ano todo. Na hora de comprar as sementes para o plantio, o que pode ser realizado em casas especializadas em insumos para a agricultura ou em cooperativas, escolha o material de acordo com o clima da época ou da região. Consta do rótulo do produto dados como nome da cultivar, época do plantio, data da análise e do envase e porcentagem da germinação. Para instalar o canteiro, o solo indicado deve ser de textura média, baixa acidez e alto teor de matéria orgânica. Irrigue a horta diariamente pela amanhã ou no fim da tarde. De 60 a 80 dias após o plantio, dependendo da variedade e também da região, a alface pode ser colhida para consumo.
Link da matéria http://goo.gl/RmfHHp

terça-feira, janeiro 20, 2015

DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA NA AGRICULTURA



1- Armazenar água da chuva
Em períodos de chuva as cisternas conseguem armazenar água para o ano inteiro. Providencie na sua propriedade, caso ainda não tenha.
2- Gotejamento
A técnica que utiliza gotejamento ao invés de irrigação com fluxo constante pode economizar até 50% da água e ter o mesmo resultado.
3- Irrigação responsável
Quem precisa de irrigação deve estar atento a tecnologias econômicas que melhorem o uso da água com o mesmo resultado. Também é preciso manutenção constante para evitar que peças defeituosas causem vazamentos.
4- Evitar a erosão
Com esse problema no solo, as plantas não conseguem aproveitar bem a irrigação, sendo necessário molhá-las mais vezes. Uma terra bem tratada consegue melhores resultados com menos recursos.
5- Uso de telas
No verão, quando a exposição ao sol leva mais tempo e, consequentemente, causa mais ressecamento das plantas, é preciso reforçar a irrigação. Mas para evitar que as plantas precisem de mais água que o normal, o uso de telas em plantações pequenas e médias controla a entrada de radiação ultravioleta na lavoura, equilibrando temperatura e consumo de água da planta. A economia pode chegar a 20%, é o que diz Natália Ravanhani, consultora e diretora da STM, empresa especializada nesse tipo de produto.

Fonte: Revista GloboRural

terça-feira, janeiro 13, 2015

Relatório do USDA coloca preço da soja sob pressão

Para o milho, dados do governo dos Estados Unidos são "levemente altistas"
POR PEDRO DEJNEKA, DE CHICAGO (EUA) - REVISTA GLOBO RURAL
(Foto: Thinkstock)

O tão esperado e antecipado relatório do USDA trouxe um pouco pra todo mundo.  Para o milho o relatório é visto como levemente altista e para soja, baixista.  O mercado agora terá algumas sessões para digerir os dados hoje apresentados para poder depois focar na entrada da safra Sul Americana no mercado global.


O relatório de hoje bem provavelmente aliviará preocupações sobre um estoque Norte Americano de soja muito abaixo dos níveis atuais.  O mercado vem cogitando desde Outubro sobre a possibilidade de estoques de soja caírem para 8 milhões de toneladas (dos mais de 11 MTs estimados atualmente).  O ritmo de compras por parte dos Chineses e também o receio de que a área de colheita de soja fosse cortada agressivamente hoje eram as justificativas usadas por participantes do mercado. 
Mesmo que haja reduções maiores nos próximos relatórios, o mercado agora compreenderá que estoques da oleaginosa devem ficar acima de 10 MTs, o que aponta para preços menores.  A questão no momento não é tanto sobre a direção de preços para o médio prazo, mas sim, a velocidade que o mercado buscará novos níveis de equilíbrio.  Acreditamos em preços rumo à área dos $9 nas próximas semanas, mas clima e ritmo de demanda ainda serão bastante monitorados pelo mercado, podendo amenizar o ritmo deste possível declínio nos preços.
Já para o milho, o relatório de hoje trouxe estoques abaixo do esperado pelo mercado.  A produtividade da safra de milho do ano passado foi reduzida de forma até agressiva, ao contrário do que esperava o mercado.  Ainda assim, estoques de milho estão à níveis confortáveis e não justificam uma tentativa de alta muito acima dos níveis atuais.

A baixa de 30 centavos no mercado de soja hoje deve ser colocada em perspectiva, pois o mercado ainda opera quase 20 centavos acima de onde estava na abertura do mercado noturno no domingo retrasado, dia 4 de janeiro.  O mercado de soja tem forte suporte técnico nas áreas de $10,20, depois $10, e $9,90.  Apenas um fechamento abaixo de $9,90 atrairia maior venda por parte de especulares; até lá, a cotações devem continuar oscilando sem maior direção, com leve viés de baixa para os próximos dias...

terça-feira, janeiro 06, 2015

Conab calcula safra de café em 45,3 milhões de sacas

Produção de café deste ano foi afetada pelo clima desfavorável ao desenvolvimento das lavouras (Foto: Marcelo Min/Ed. Globo)

A produção nacional de café neste ano é calculada em 45,3 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O número representa uma revisão para cima em relação ao relatório divulgado em setembro. No entanto, são quase 4 milhões de sacas a menos que na safra passada.
De acordo com a Conab, a produção de café arábica teve queda de 15,6%, chegando a 32,3 milhões de sacas. Os estados com maior redução foram Minas Gerais (-18,1%) e Paraná (-66,1%). “As causas foram a forte estiagem verificada nos primeiros meses do ano, a inversão da bienalidade em algumas regiões, como na Zona da Mata mineira, e também as geadas que atingiram o estado do Paraná”, informou a Conab, em nota.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Frutas raras e exóticas movem paixão de colecionadores

Chef baiano e médico paulista cultivam árvores quase inexistentes para disseminar e preservar variedades

POR ALANA FRAGA, DE SALVADOR (BA) E RIO CLARO (SP) - GLOBO RURAL

Sérgio Sartori, presidente e fundador da Associação Brasileira de Frutas Raras (Foto: Marcelo Min/Ed. Globo

Quem chega para almoçar no restaurante Paraíso Tropical, em Salvador (BA), sai de lá sabendo com quantas frutas se faz uma moqueca de camarão (oito: amora, coco verde, cacau, graviola, achachairu, tangerina, limão, biri-biri). E que existem muitas outras frutas que terminam com "I" no cardápio: taguari, maturi, micuri. Se o cliente questiona o que é um cambucá, baobá, sapota mamei ou baco pari, ou qualquer uma das mais de 230 variedades de frutas exóticas que compõem os pratos, o chef e proprietário do restaurante, Beto Pimentel, vai pessoalmente à mesa com a fruta, explica a sua origem e propriedades naturais, pede para provar, às vezes oferece uma muda e ensina como cuidar da planta. “Se quiser ter jabuticaba doce o ano inteiro, nutra a planta de adubo potassializado (de galinha) com farinha de osso e água”, recomenda ao cliente. Por ano, Beto costuma distribuir até 4 mil mudas de frutas a clientes e outros “colecionadores” que solicitam. A sobremesa vem sem ser pedida, uma cortesia da casa: travessa com as mais variadas frutas, retiradas na hora do quintal do restaurante.+ Veja galeria de fotos de frutas raras e exóticas Engenheiro agrônomo de formação, Beto é um apaixonado por frutas. E pela gastronomia. Uma paixão levou a outra e, há 27 anos, ele começou a plantar o seu pomar de seis hectares com mais de seis mil pés de frutas exóticas ao fundo do Paraíso Tropical, no bairro do Cabula, na capital baiana. Na fazenda, no litoral do Estado, outros 35 mil pés de frutas ajudam a abastecer a cozinha do estabelecimento.

Continue lendo a matéria na íntegra aqui neste link: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2014/01/frutas-raras-e-exoticas-movem-paixao-de-colecionadores.html

terça-feira, dezembro 16, 2014

terça-feira, dezembro 09, 2014

Alimentos da agricultura familiar podem ajudar no combate à obesidade.


Especialistas afirmam que, no Brasil, 51% da população adulta masculina e 48% da população adulta feminina estão obesos

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL
Após o Brasil ter saído do mapa da fome, conforme anunciado pela Organização das Nações Unidas (ONU), os brasileiros enfrentam um novo dilema: a obesidade. Especialistas afirmaram durante o Seminário Direito Humano à Alimentação Adequada e Agricultura Familiar, realizado nesta quarta-feira (26/11) na Câmara dos Deputados, que a agricultura familiar pode combater o mal.Continue a leitura completa desta notícia no link abaixo:


quarta-feira, dezembro 03, 2014

Alimentos funcionais são tendência no Brasil

O consumo de alimentos saudáveis no Brasil vem crescendo nos últimos anos. De acordo com um estudo da agência de pesquisa Euromonitor, o mercado de nutrientes e bebidas ligados à saúde e ao bem-estar cresceu 82% entre 2004 e 2009 no país. O faturamento passou de US$ 8,5 bilhões para US$ 15,5 bilhões no período.  Aproveitando o bom momento, os produtores brasileiros estão investindo cada vez mais nestes alimentos que estão virando tendência. 

Projeção feita pela Euromonitor prevê  futuro promissor ao mercado dos alimentos funcionais, como a chia (Foto: Thinkstock)

terça-feira, novembro 25, 2014

Agro dependência: uma realidade que exige uma nova consciência



Em artigo do SouAgro, José Luiz Tejon fala sobre a importância do agronegócio para a economia brasileira



O Brasil, no acumulado do primeiro semestre teve um déficit na balança de pagamentos de US$ 2,49 bilhões. Se não fosse o agronegócio, esse déficit seria de US$ 43,3 bilhões, e a situação do país estaria insustentável. O agronegócio foi responsável por uma venda de US$ 49,1 bilhões, gerando um saldo positivo na sua conta de US$ 40,8 bilhões.
Neste ano, no cenário econômico do país, só nos resta rezar e esperar por uma venda na casa dos US$ 100 bilhões no agronegócio para termos alguma chance de terminar o ano com alguns trocados positivos no caixa. O capitão de indústria, Antonio Ermirio de Morais, dizia que a força brasileira e que deveria puxar sempre o crescimento é o agronegócio. Ele afirmava termos as condições e os talentos, ou seja, fatores críticos de sucesso mais prontos. E que a indústria seguiria a reboque.


terça-feira, novembro 18, 2014

Desenvolvimento agrícola: ainda o caminho mais curto



Em artigo, Ciro Antonio Rosolem, da Unesp e do CCAS, fala sobre as dificuldades e os desafios do País em relação à agricultura, como protagonista do desenvolvimento


O índice Gini que mede a desigualdade de renda está estagnado no Brasil nos últimos três anos. Este é um dos grandes problemas brasileiros. Apesar do que alardeia o governo, os programas de transferência de renda não têm mais sido suficientes para melhorar a desigualdade no País.
Segundo especialistas, a desigualdade não diminui porque faltam empregos. Emprego significa renda, significa diminuição na desigualdade. Assim, é urgente a criação de oportunidades de trabalho. Há muito se sabe que a agropecuária é a atividade econômica que mais gera emprego por unidade de capital investido. Por exemplo, gera, para o mesmo investimento, quase o dobro dos empregos que a construção civil. Não é pouco.
Quando se fala de desenvolvimento social e humano, junto com o índice de Gini, é interessante olhar para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que leva em conta a renda, educação e saúde. Comparando-se o IDH da FAO/ONU de 1990 com 2010 em algumas regiões brasileiras pode-se ter uma ideia de como o desenvolvimento agropecuário melhora a vida das pessoas.
Nos estados com agricultura mais tradicional – como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul – o IDH passou, em média, de 0,542 para 0,759, com um crescimento de 40,3 % nos últimos 20 anos. Em estados que sofreram uma segunda onda de crescimento agropecuário – como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul – o IDH passou, em média, de 0,484 para 0,732, com crescimento de 51,1% no período. Já nos estados de desenvolvimento agropecuário mais recente, nos últimos 20 anos, o IDH passou de 0,448 para 0,725, com crescimento de 69,1%.
Enquanto isso, o Brasil teve o IDH crescendo 46,9%, de 0,490 para 0,720. Considerando-se 38 municípios com grande influência agrícola no Brasil, 15 deles tinham IDH muito baixo em 1990, e não havia municípios agrícolas com IDH alto ou muito alto. Em 2010 não havia mais, entre estes municípios, IDH muito baixo, 29 deles tinham IDH alto e três mostravam IDH muito alto. Fica assim patente o grande impacto do desenvolvimento agropecuário na sociedade como um todo.
E o que se espera para o futuro próximo? A posição dos economistas é praticamente unânime: dificuldades, pouco dinheiro e pouco crescimento. No mundo todo e, particularmente, no Brasil. Como driblar essas dificuldades? Com geração de emprego e renda.
A agricultura brasileira só não é mais competitiva por razões sobejamente conhecidas: infraestrutura, logística, restrições ambientais, política tributária, política trabalhista, seguro rural e insegurança jurídica estão entre as principais. A retirada de alguns destes obstáculos fará com que, mesmo com preços internacionais menores, nossa agricultura continue como protagonista do desenvolvimento brasileiro.
Senhores, o caminho para fora do buraco é conhecido. Quem se habilita?
* Ciro Antonio Rosolem, é membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e professor titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp Botucatu).


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